Dr. Benitti faz cirurgia inédita na América

Dr. Benitti faz cirurgia inédita na América
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O cirurgião vascular Dr. Daniel Benitti, que atende em Campinas e São Paulo, comandou uma cirurgia inédita realizada na América para correção endovascular de aneurisma da aorta toracoabdominal. Abaixo matéria do Jornal “Correio Popular sobre o feito.

Campinas realiza cirurgia inédita

 

O cirurgião vascular Dr. Daniel Benitti realiza cirurgia em Bogotá.
O cirurgião vascular Dr. Daniel Benitti com a equipe de profissionais que realizou a cirurgia usando técnica inédita na América.

 

Foi realizada anteontem em Campinas, no Hospital do Coração, uma cirurgia inédita para correção endovascular de aneurisma da aorta toracoabdominal. O método utiliza um novo tipo de prótese, que torna o procedimento menos invasivo e a recuperação mais rápida. A paciente G.I.C., de 62 anos, apresentava um quadro grave do problema e tinha restrições aos dois métodos tradicionais de tratamento. O aneurisma delachegava a 6 centímetros de diâmetro, o triplo do tamanho normal. Segundo o cirurgião vascular Daniel Benitti, que comandou a cirurgia, o procedimento foi realizado com sucesso e hoje mesmo a paciente poderá ter alta. Pela primeira vez uma cirurgia da aorta utilizando esta nova técnica é feita na América.

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Tradicionalmente, dois procedimentos são realizados no tratamento de aneurisma da aorta, mas a paciente G.I.C. tinha restrições aos dois. Um deles é a cirurgia aberta, na qual é feita uma grande incisão, interrompida a circulação do corpo e trocada a aorta por uma prótese. O procedimento leva em média quatro horas e a recuperação do paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é longa. “Trata-se de uma cirurgia muito invasiva e com alta
taxa de complicação”, explica o cirurgião. Segundo ele, a cirurgia aberta não era recomendada para a paciente, por ela apresentar uma doença pulmonar obstrutiva causada pelo cigarro, o que podia trazer complicações.

A segunda opção é a confecção de uma endoprótese, que é feita sob medida para o paciente. No entanto, esta endoprótese custa cerca de R$ 250 mil e leva dois meses para ficar pronta, o que também inviabilizava o tratamento de G.I.C., que apresentava dor— um sinal de que a aorta estava prestes a romper — e não podia esperar muito tempo. Outro problema, segundo o médico, é que o convênio demora, em média, 20 dias para liberar a cirurgia. “É uma prótese boa, mas alguém que está com dor, dificilmente consegue esperar que ela fique pronta”, explica.

A terceira opção, à qual o cirurgião recorreu, era a utilização de uma endoprótese confeccionada em multicamadas nas três dimensões, o que direciona o fluxo dentro da aorta reduzindo a pressão do aneurisma e impedindo o seu rompimento. A endoprótese utilizada na cirurgia é fabricada pela empresa Cardiats, na Bélgica e, de acordo com o cirurgião, a utilização dessa prótese na aorta aconteceu, até então, apenas Europa. Segundo Benitti, o material tem um custo mais baixo, em média R$ 95 mil, e o procedimento levou em torno de uma hora.

Além disso, a prótese não precisa ser feita sob medida, pois apresenta tamanhos diversos que se adequam aos pacientes. “Ela tem a grande vantagem de ser uma cirurgia minimamente invasiva, temos rápido acesso ao material e despressuriza o aneurisma, impedindo a sua rotura e mantém a irrigação dos órgão abdominais e membros”, disse. Ele explica que as multicamadas, que são várias camadas entrelaçadas, ajudam a direcionar o fluxo. “O sangue vai passar por dentro da malha trançada. O fluxo direcionado vai despressurizar o aneurisma e diminuir a chance de ruptura, o que é a intenção do tratamento”, afirma. A recuperação também é mais rápida e, segundo ele, hoje mesmo a paciente poderá ter alta.

O médico considerou o novo método revolucionário. “Esse material está mudando todo o conceito de cirurgia de aneurisma, permitindo uma abordagem menos invasiva com menor tempo de internação e recuperação muito mais rápida”, considerou. A cirurgia foi realizada no Hospital do Coração, em Campinas. Estiveram presentes o vice-presidente do Hospital Albert Einstain, de São Paulo, o chefe do Hospital Oswaldo Cruz e do Hospital A.C.Camargo, Kenji Nishinari, além de Edward Ditrich, um dos nomes mais conhecidos do mundo na cirurgia vascular, filho do fundador do Arizona Heart Institute.

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Saiba Mais

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Está conectada ao coração e recebe o sangue diretamente do ventrículo esquerdo, levando-o para o corpo todo. “A aorta é dividida em quatro partes: aorta ascendente, arco aórtico, aorta torácica descendente, aorta abdominal. A aorta abdominal é a porção mais distal e apresenta o maior comprimento”, explica o cirurgião vascular Daniel Benitti. Ela fornece sangue para os órgãos da cavidade abdominal, como fígado, estômago e rins, por exemplo, e para as regiões inferiores do corpo. A aorta abdominal se divide em duas artérias ilíacas, próximas a região do umbigo, e levam o sangue para a pelve e pernas.

A aorta apresenta paredes que foram feitas para lidar com a pressão arterial e o alto fluxo de sangue em seu interior. No entanto, ao longo do tempo, as paredes podem enfraquecer em certas partes da aorta, provocando dilatação, que recebe o nome de aneurisma. “Muitas vezes, uma pessoa com aneurisma não apresenta nenhum sintoma. A maioria dos diagnósticos de aneurisma são feitos durante uma consulta médica não relacionada ou durante um exame de ultrassom ou tomografia, por exemplo”, afirma. Segundo o médico, algumas pessoas, no entanto, podem sentir a pulsação no abdome. Outras podem apresentar dor súbita no abdome ou na parte inferior das costas”. A cirurgia deve ser realizada quando há um risco de rotura da aorta.

Inaê Miranda
AGÊNCIA ANHANGUERA
inae.miranda@rac.com.br
Correio Popular, Campinas, quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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