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Novas descobertas revelam os 10 principais fatores de risco para Alzheimer

Novas descobertas revelam os 10 principais fatores de risco para Alzheimer
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As descobertas levaram à publicação do que os pesquisadores dizem ser o primeiro caminho baseado em evidências para a prevenção da doença.

 

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Um novo estudo oferece aos médicos e interessados orientações atuais para a prevenção da doença de Alzheimer. (imagem eatthis)

 

O novo estudo publicado recentemente inclui 21 recomendações baseadas em grande parte em 10 fatores de risco de Alzheimer com grande nível de evidência (IA). Esses fatores de risco incluem, entre outros, baixos níveis de atividade cognitiva, alto índice de massa corporal (IMC) na idade avançada, depressão, diabetes e pressão alta.

“É a primeira diretriz baseada em evidências. Ela oferece aos médicos e interessados orientações atuais para a prevenção da doença de Alzheimer. Quase dois terços dessas sugestões visam fatores de risco vascular e estilo de vida, reforçando a importância de manter uma boa condição vascular e um estilo de vida saudável para prevenir o Alzheimer”, explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e, no momento, a distância.

Pesquisas recentes mostraram uma diminuição clara na prevalência e incidência de demência. Essa melhora parece estar vinculada a investimentos anteriores no nível da população, como melhor educação pública e saúde vascular.  Esta tendência positiva reforça ainda mais a necessidade de prevenção primária.

Mais e mais evidências mostram que a doença de Alzheimer, como outras doenças crônicas comuns, pode ser evitada como resultado do aumento dos níveis de educação e do controle aprimorado dos fatores de risco modificáveis relativos. No entanto, até o momento, não houve nenhuma diretriz baseada em evidências para prevenir a doença, por isso, este estudo é um divisor de águas.

Para o estudo, a equipe internacional de investigadores consolidou os indícios existentes de estudos prospectivos observacionais e ensaios clínicos randomizados para formular níveis de evidência e classes de sugestões clínicas para a prevenção da doença de Alzheimer (DA).

Após a aplicação dos critérios de exclusão, 243 estudos prospectivos observacionais e 153 ensaios clínicos randomizados concluídos foram inseridos na análise final. Destes, os pesquisadores incluíram 104 fatores de risco modificáveis e 11 intervenções nas meta-análises.

Os resultados renderam 21 sugestões baseadas em evidências para a prevenção primária da DA. Esses fatores de risco tinham níveis variáveis de evidência com 11 no nível A e 10 no nível B. Eles também tinham vários níveis de força de associação, com 19 na classe I e dois na classe III.

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Os 10 fatores com evidência de nível IA são: 

  • Atividade cognitiva
  • Hiperhomocisteinemia
  • Aumento do IMC na terceira idade
  • Depressão
  • Estresse
  • Diabetes
  • Trauma na cabeça
  • Hipertensão na meia-idade
  • Hipotensão ortostática
  • Educação

Nove fatores tinham nível de evidência IB. Eles incluem:

  • Obesidade na meia-idade
  • Perda de peso na idade avançada
  • Exercícios físicos
  • Fumo
  • Sono
  • Doenças cardiovasculares
  • Fragilidade
  • Fibrilação atrial
  • Vitamina C

O ômega 3 não foi incluído neste estudo, embora uma recente metanálise tenha evidenciado benefícios do uso deste óleo para prevenção da doença de Alzheimer.

“Embora seja comumente acreditado que a maior incidência de Alzheimer em mulheres está associada à menopausa, este estudo descobriu que a terapia de reposição de estrogênio não reduz o risco. Em vez disso, um tratamento com duração de mais de 10 anos pode exacerbar a progressão da doença. Mais um motivo para evitar o uso indiscriminado de hormônios”, alerta o Dr. Daniel Benitti.

Os inibidores da acetilcolinesterase são eficazes no tratamento dos sintomas de DA, mas, segundo o estudo, eles não reduzem o risco de DA.

Educação, exercícios físicos regulares, manutenção de um IMC saudável, ingestão de vitamina C suficiente, não fumar e ter um sono de alta qualidade no início da vida ajudarão a evitar muitos dos principais fatores de risco de DA, incluindo diabetes, doenças cerebrovasculares, hipertensão, depressão e estresse por meio de um estilo de vida mais saudável. Manter um estilo de vida saudável na vida adulta é igualmente importante.

Logicamente nenhum estudo é perfeito. Mas, é um forte motivo para você mudar os seus hábitos de vida!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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