Cerca de 11 milhões de brasileiras têm Lipedema, mas a maioria não sabe!

Cerca de 11 milhões de brasileiras têm Lipedema, mas a maioria não sabe!
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O Lipedema acomete 11% das mulheres, mas raramente é diagnosticado.

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As mulheres com Lipedema sentem que a parte inferior do corpo é desproporcional em relação ao restante. (imagem evening standard)

O Lipedema é causado por um acúmulo de gordura nas pernas e quadril, poupando os pés. Essa gordura é diferente e inflama, causando dor e inchaço, com muita retenção de líquidos.

A gordura do Lipedema é diferente, tanto macroscópica, quanto macroscopicamente. Ela é resistente à dieta e exercícios. Ou seja, mesmo que a mulher com Lipedema emagreça, as pernas e quadris continuam iguais.

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Metade das mulheres com Lipedema estão no peso normal, o que dificulta ainda mais o diagnóstico. Apesar disso, elas se queixam muito de dores nas pernas, celulite (algumas profundas), hematomas sem trauma e pés frios. Outra queixa muito comum é sentir que a parte inferior do corpo é desproporcional em relação ao restante.

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A gordura do Lipedema apresenta muita fibrose.

 

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No microscópio apresenta muitas células inflamatórias.

 

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O Lipedema causa celulites profundas nos glúteos.

 

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As mulheres com Lipedema apresentam muita celulite nas coxas devido à fibrose.

 

Metade das pacientes estão acima do peso e são tratadas como obesas. No entanto, a disposição da gordura no corpo é diferente, sendo que há pouca gordura visceral. Além disso, o risco de diabetes, pressão alta e colesterol elevado nas pacientes com Lipedema, mesmo acima do peso, é baixa.

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A mulher com Lipedema tem uma distribuição anormal de tecido adiposo nas nádegas, quadris e coxas em comparação com a parte superior do corpo.

 

Ainda não se sabe a causa do Lipedema. Geralmente começa após a puberdade, gravidez ou menopausa e é agravado pelo ganho de peso. A história familiar é muito comum, acometendo avó, mãe, irmã, filha ou tia.

“O diagnóstico do Lipedema é clínico. A mulher com a doença percebe que tem algo diferente, mas não sabe o nome. Elas têm um rosto muito bonito, pele macia, uma distribuição anormal de tecido adiposo nas nádegas, quadris e coxas em comparação com a parte superior do corpo e a cintura fina. As pernas apresentam bastante celulite e hematomas e são bastante dolorosas à palpação. Geralmente os pés são frios. No exame de bioimpedância vemos um corpo com mais de 30% de gordura, concentrada, principalmente, nas pernas e pouca gordura visceral”, explica o Dr. Daniel Benitti, especialista em Lipedema.

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Foto típica de paciente com Lipedema. Acúmulo de gordura nos culotes e coxas.

 

O Lipedema avançado pode evoluir para Linfedema, uma condição conhecida como “Lipolinfedema”. Nos estágios iniciais, as pacientes com essa condição apresentam inchaços que causam pressão, os pés e dedos dos pés estão envolvidos e é muito comum apresentar câimbras.

Sinais de insuficiência venosa crônica importante estão presentes em 20% das pacientes com Lipedema (“Flebolipedema”). O inchaço em pacientes com insuficiência venosa crônica não é simétrico e recua com a pressão. Além disso, as pernas das pacientes desenvolvem uma mancha semelhante à ferrugem nos tornozelos, assim como pele seca e uma erupção cutânea conhecida como eczema. A combinação de Lipedema, insuficiência venosa crônica e Linfedema é conhecida como “Flebolipolinfedema” .

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Tipos de Lipedema de acordo com a localização no corpo.

O lipedema tem tratamento!

Hoje existem medicações e cremes que auxiliam na melhora dos sintomas e remodelamento das pernas. Para casos mais avançados, pode ser realizada a lipossucção tumescente com microcânula vibratória. Este procedimento deve ser feito por um cirurgião habilitado, para não haver riscos de lesão no sistema vascular e linfático. “A lipo a laser, recomendada por alguns médicos para melhorar a flacidez, não deve ser feita nas pacientes com Lipedema, pois elas estão apresentando lesão linfática no seguimento a longo prazo”, alerta o Dr. Daniel Benitti.

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Quando tratadas, as mulheres com Lipedema melhoram e ficam muito satisfeitas consigo mesmas. O tratamento para elas é fundamental, pois 87% das pacientes com a doença afirmam que o Lipedema afeta negativamente a qualidade de vida e 90% relatam dor diária. Contudo, apenas 9% delas têm o diagnóstico feito pelos médicos.

Lembrando que a única forma de realizar um tratamento é após o diagnóstico. Compartilhe essa informação! Quem não tem Lipedema, conhece alguém que tem.

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Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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