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Março é o mês da conscientização da endometriose: confira 5 mitos sobre a doença

 

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Muitas mulheres presumem que os sintomas da endometriose são parte normal da menstruação.

 

Muitas mulheres sofrem anos durante os períodos menstruais antes de serem capazes de obter uma resposta sobre o que está causando a dor. Uma condição comum e muitas vezes não diagnosticada é a endometriose.

De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, 15% das mulheres em idade reprodutiva podem desenvolver endometriose, 30% têm chances de ficarem estéreis e 80% das mulheres se queixam de dor pélvica. A endometriose é invisível, mas os sinais no organismo são, em sua maioria, bem perceptíveis.

O que é endometriose?

Embora a endometriose seja uma condição comum, é complexa e muitas vezes mal compreendida. Ela ocorre quando um tecido muito parecido com o que normalmente reveste o útero – chamado endométrio – começa a crescer em outras partes do corpo. Esses crescimentos podem causar dor, cicatrizes e, em alguns casos, infertilidade.

Um estudo mostra que pode levar até sete anos para uma mulher obter um diagnóstico de endometriose, porque os sintomas podem imitar outras condições comuns, como a síndrome do intestino irritável ou doença inflamatória pélvica. E, equívocos sobre a doença, incluindo os cinco mitos abaixo, podem impedir algumas mulheres de procurar ajuda.

“A endometriose prejudica muito a qualidade de vida e a produtividade no trabalho, mas as mulheres continuam a ter atrasos no diagnóstico. Isso porque adolescentes e mulheres adultas presumem que os sintomas são parte normal da menstruação. Aquelas que procuram ajuda às vezes são descartadas como uma reação exagerada aos sintomas menstruais normais. Muitas recebem a prescrição de anticoncepcionais, que ainda podem desencadear ou piorar o Lipedema. Uma história clínica e exame físico adequado são fundamentais para o diagnóstico, evitando complicações desnecessárias, tanto físicas quanto psicológicas”, explica e alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

O compartilhamento da informação é fundamental para mudar o cenário atual de atraso no diagnóstico.

5 mitos sobre a endometriose

  1. A dor é somente no período menstrual

Às vezes as mulheres com endometriose presumem que os sintomas são uma parte normal da menstruação, mas, na verdade, algo muito mais sério está acontecendo do que cólicas menstruais. Uma teoria é que a dor ocorre porque, mesmo quando o tecido semelhante ao endométrio está fora do útero, ele continua respondendo aos sinais hormonais e produzindo substâncias químicas que causam inflamação e dor.

Durante o curso do ciclo menstrual, esse tecido semelhante ao endométrio fica mais espesso e, eventualmente, sangra. Mas, ao contrário do tecido endometrial no útero, que é capaz de drenar pela vagina a cada mês, o sangue do tecido deslocado não tem para onde ir. Em vez disso, ele se acumula próximo aos órgãos e tecidos afetados, irritando e inflamando-os. O resultado é dor e, às vezes, o desenvolvimento de tecido cicatricial que pode formar uma teia, fundindo os órgãos. Isso pode causar dor durante o movimento ou atividade sexual.

  1. A endometriose afeta apenas a região pélvica

Os locais mais comuns para a ocorrência de crescimentos de endometriose são na pelve, como na superfície externa do útero, bexiga e tubas uterinas, mas pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Raramente, tecido semelhante ao endométrio foi encontrado nos pulmões, por exemplo.

  1. A endometriose é sempre dolorosa

Nem todas as pessoas com endometriose sentem dor. Não é incomum que uma mulher descubra que tem o distúrbio somente depois de começar a investigar por que está tendo dificuldade para engravidar, já que a endometriose é uma das principais causas de infertilidade. Ter a doença também aumenta a probabilidade de aborto espontâneo e outros problemas na gravidez. No entanto, a boa notícia é que a grande maioria das mulheres com endometriose consegue engravidar e dar à luz.

  1. A endometriose pode ser prevenida

Não há uma causa claramente compreendida para a endometriose, então, neste ponto, não há maneira conhecida de evitá-la. Certos passos para ajudar a diminuir os níveis de estrogênio no corpo podem reduzir o risco, já que o estrogênio pode alimentar o crescimento da endometriose e aumentar os sintomas. Você pode reduzir os níveis de estrogênio perdendo peso se estiver acima e praticando exercícios regularmente. Ao escolher um método anticoncepcional, o ideal é que seja com baixo teor de estrogênio, principalmente para não piorar ou desencadear o lipedema.

  1. A endometriose sempre melhora após a menopausa

Embora os sintomas da endometriose ocorram com mais frequência durante a menstruação, para algumas mulheres eles duram também após o fim dos ciclos mensais. Mesmo depois que a mulher passa pela menopausa, os ovários continuam a produzir pequenas quantidades de estrogênio. Os crescimentos da endometriose podem continuar a responder ao hormônio, causando dor. Portanto, embora os sintomas melhorem em muitas mulheres, a menopausa não traz alívio para todas.

Algumas mulheres que já passaram pela menopausa podem optar por procedimentos cirúrgicos para remover implantes ou aderências de endometriose, ou mesmo histerectomia e ooforectomia (remoção dos ovários). No entanto, esses procedimentos nem sempre têm sucesso no controle da dor. Além disso, as terapias hormonais também parecem ser menos eficazes em mulheres após a menopausa.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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