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7 sinais de alerta para saber se os exercícios podem estar te machucando

Você descobriu que tem Lipedema e começou a fazer atividade física? Saiba entender os sinais e limites do seu corpo e como se recuperar.

 

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Qualquer pessoa pode correr o risco de exercícios físicos excessivos e isto vem ocorrendo de forma mais comum nas mulheres com Lipedema.

 

No pain. No gain! Ou seja: Sem dor. Sem ganho! Quando você se exercita, você quer resultados? Para ter resultados você precisa sofrer? Para ficar mais forte, muitas vezes definimos e reconfiguramos metas envolvendo repetições, exercícios, distâncias ou minutos. Mas, às vezes a dor muscular vem e persiste. Você está exausta, mas você sabe que precisa se esforçar mais para ter resultados, certo? Errado! É possível que você esteja se exercitando demais.

“Muito de uma coisa boa pode ser ruim para você. As pessoas têm limites diferentes e estes devem ser respeitados quando falamos de atividade física. A maioria pensa em excesso de treino em atletas, mas qualquer pessoa pode correr o risco de exercícios físicos excessivos. Isto vem ocorrendo de forma mais comum nas mulheres com Lipedema, principalmente ao realizar atividade sem a orientação adequada ou não especializada. O conhecimento e entendimento do Lipedema permite resultados melhores e com menor risco de lesões”, alerta o Dr. Daniel Benitti, médico cirurgião vascular especialista em Lipedema que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

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Por que às vezes o exercício pode machucar?

Tanto homens quanto mulheres podem desfrutar de um treino mais rigoroso do que uma sessão de exercícios típica. Você sentiu que o dia estava agradável e o clima favorável, o seu corpo cheio de energia e a sua corrida se transforma em 10 km em vez dos habituais 5 km. O dia seguinte também é bom, e você se sente muito bem, então corre mais 13 km. Isso pode levar ao que os médicos chamam de “overtraining“.

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Os sintomas de overtraining incluem dores musculares que duram mais de dois dias, inclusive às vezes os músculos estão inchados, vermelhos e quentes ao toque. Além disso, esteja atenta a lesões, como tendinite crônica ou fratura por estresse.

Aqueles que continuamente ultrapassam os limites ao se exercitar em busca de resultados mais rápidos e mais endorfina correm o risco de terem lesões.

Isso é mais comum entre atletas universitários, triatletas, ultramaratonistas e outros atletas de resistência. Mas, se você está inflamada, tem uma vida agitada e estressante e não dorme o suficiente, você também está em risco.

“Às vezes, o overtraining acontece com pessoas que estão apenas começando um programa e querem progredir de forma mais rápida que o corpo pode suportar. Um treino mal indicado em uma pessoa sedentária, por exemplo, pode gerar lesões. É muito comum uma pessoa que ficou muito tempo parada achar que vai voltar a ter a forma e rendimento de 20 anos antes. Recomendo que procurem um personal ou treinador(a), de preferência com boa formação”, indica o Dr. Daniel Benitti.

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Os sinais de overtraining podem incluir:

  1. Uma profunda sensação de cansaço;
  2. Perda de energia;
  3. Resfriados crônicos, infecções e outras doenças;
  4. Insônia;
  5. Ganho de peso;
  6. Declínio de resistência;
  7. Para as mulheres, perda da menstruação (amenorreia).

Os atletas muitas vezes pensam que precisam treinar mais forte se começarem a ganhar peso, se o tempo de corrida diminuir ou as cargas de levantamento de peso se estabilizarem. Isso pode acabar tornando o problema ainda pior.

Como se recuperar de muito exercício?

Em geral, é bastante fácil curar os músculos doloridos de tanto treino. Para isso, tire alguns dias de folga dos exercícios e a dor deve passar. Já a recuperação do overtraining é mais difícil e pode levar pelo menos seis a oito semanas de descanso.

Quando você estiver pronta para retomar o exercício, pode ser uma boa ideia aumentar o tempo de recuperação, retirando um ou dois dias de todas as atividades físicas por semana. Além disso, dependendo do seu programa de treinamento e objetivos, você pode reduzir os exercícios em 50 a 80% durante uma semana inteira a cada quatro a seis semanas.

Sem tratamento, o overtraining pode enfraquecer o sistema imunológico e causar osteoporose e perda óssea em mulheres. Em casos extremos, podem ocorrer danos ao coração e distúrbios do ritmo. Quem tem fatores de risco genéticos são especialmente vulneráveis a problemas cardíacos por overtraining. E, aqueles que fazem uma vez, correm o risco de episódios repetidos. Trabalhar com um psicólogo esportivo ou de exercícios pode ajudá-la a evitar isso.

Se houver a chance de você estar se exercitando demais, é uma boa ideia consultar um médico, fisioterapeuta ou personal trainer.

Quanto mais cedo intervirmos, melhor será a recuperação.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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