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A pílula anticoncepcional pode aumentar o risco de trombose, mas não é obrigatório parar

A pílula anticoncepcional pode aumentar o risco de trombose, mas não é obrigatório parar
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O ideal é a mulher parar o anticoncepcional 3 meses a cada 3 anos. O risco de trombose aumenta com o uso prolongado da pílula.

 

A pílula anticoncepcional é geralmente considerada uma forma segura e eficaz para a maioria das mulheres prevenir a gravidez e controlar o ciclo menstrual. Cerca de 20% delas, em idade fértil, utilizam esse método contraceptivo.

Mas, como acontece com todos os medicamentos, a pílula pode trazer alguns efeitos colaterais e riscos, incluindo um que você talvez não saiba: certos tipos de anticoncepcionais orais aumentam o risco de desenvolver trombose de duas a quatro vezes.

“A maioria das formulações das pílulas contém os hormônios estrogênio e progesterona, que previnem a gravidez, impedindo o corpo da mulher de ovular durante o ciclo. Estes hormônios, principalmente o estrogênio, aumentam o risco de formar um coágulo sanguíneo e pioram o ganho de peso, dor e inchaço nas mulheres com lipedema”, explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo e em Campinas.

O aumento prolongado do nível de estrogênio no organismo promove a formação de coágulos no sangue, que podem se desenvolver em uma artéria ou, mais comumente, em uma veia e bloquear a circulação. Quando ocorre em uma veia superficial é chamado de tromboflebite e se a veia for profunda, trombose venosa profunda.

Sintomas desconfortáveis, como dor, vermelhidão e inchaço podem acontecer. Mas, se parte do coágulo se romper e chegar aos pulmões, pode impedir que o sangue chegue a esses órgãos e causar uma complicação mais grave chamada embolia pulmonar, podendo ser fatal.

Dessa forma, é importante alertar que tomar pílula aumenta o risco desse tipo de enfermidade, contudo, mesmo assim, ele ainda é relativamente baixo.

Em mulheres jovens que não estão utilizando anticoncepcional, de uma a cinco em cada 10.000 apresentarão um coágulo em determinado ano. Se você multiplicar o risco por quatro, ele ainda é baixo.

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Importante

“O ideal é a mulher parar o anticoncepcional 3 meses a cada 3 anos. O risco de trombose aumenta com o uso prolongado da pílula. Caso siga esta recomendação, o risco de ter a trombose é menor que se estivesse grávida”, ressalta o Dr. Daniel Benitti.

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Todas as formas de contraceptivos contendo estrogênio, como o anel, o adesivo e o implante, também aumentam o risco de coágulos sanguíneos.

As mulheres obesas, fumantes ou com mais de 40 anos correm um risco maior de desenvolver trombose. Viagens longas de avião e cirurgias também são fatores de risco nas mulheres que utilizam anticoncepcional e, nesses casos, deve-se realizar a profilaxia.

Mulheres com história familiar, antecedente de trombose ou fator genético que aumente o risco de coágulos sanguíneos devem evitar o uso de qualquer método que utilize hormônios.

Procure um cirurgião vascular para fazer um check-up vascular e se proteger!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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