Feijão dá gases?

Como comer feijões, importantes fontes de proteína vegetal e fibras, sem ter gases?

 

Feijão dá gases?
Será que existe uma maneira de diminuir os gases dos feijões?

 

Feijões e legumes são uma parte vital da dieta mediterrânea, que protege contra doenças cardiovasculares, demência, câncer e praticamente todas as doenças crônicas.

O problema com os feijões é que a digestão dos seus açúcares geralmente cria um subproduto que é o gás.

Quando está escrito feijão devemos entender todos os feijões (branco, preto, carioca, jalo, vermelho, etc), lentilhas, grão de bico e edamame.

Mas será que existe uma maneira de diminuir os gases?

Feijões e soja têm de 6 a 8 gramas de fibra por meia xícara. Se você de repente começar a comer 1 xícara de feijão por dia, o seu corpo vai sentir a diferença. Mas, normalmente, os níveis de gás voltarão ao normal quando você começar a comer regularmente.

Uma revisão evidenciou que diferentes leguminosas causam diferentes quantidades de gases.

Os pesquisadores compararam a flatulência relatada pelas pessoas após oito semanas comendo meia xícara desses alimentos em várias combinações:

  • Feijão carioca
  • Feijão de corda
  • Feijão preto
  • Cenouras

Na primeira semana, o feijão preto causou menos flatulência. Mas, depois de três a quatro semanas, os níveis de flatulência para todos os grãos voltaram ao normal, à medida que as pessoas se ajustavam ao aumento da fibra.

“No entanto, 6 a 12 por cento das pessoas não viram diminuição do gás com nenhum feijão. As pessoas variam em sua resposta a diferentes leguminosas. Portanto, se um tipo de feijão dá problemas, mude para outro tipo para ver se dá menos gás. O consumo de feijão e semelhantes é muito importante devido ao alto consumo de fibras e também por ser uma boa fonte de proteína vegetal. Vale a pena insistir antes de desistir”, indica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

Importante relatar que o grupo de controle, que comeu apenas cenouras, também declarou flatulência. Provavelmente porque as cenouras também contêm fibras. Mas os níveis de gás eventualmente voltaram ao normal.

Deixar os feijões de molho ajuda?

Feijão de molho.

Qual avó não deixava o feijão de molho a noite para cozinhar no dia seguinte?

Um estudo analisou cinco tipos diferentes de feijão que ficaram de molho de formas e tempos diferentes:

  • Água pura por seis horas.
  • Água pura por 12 horas.
  • Água com bicarbonato de sódio (1/16 colher de chá por litro) por seis horas.
  • Água com bicarbonato de sódio por 12 horas.

Depois, eles mediram os níveis de substâncias produtoras de gás deixadas nos grãos.

Eles encontraram o mínimo em feijão embebido por 12 horas. Se eles foram embebidos em água pura ou água com bicarbonato de sódio, não importava. Mas não recomendamos o uso da água com bicarbonato de sódio, pois pode diminuir algumas vitaminas.

Mas é mesmo importante comer feijão?

Em um estudo de 2004, o consumo de leguminosas foi o mais importante preditor de sobrevivência em pessoas com 70 anos ou mais. O grupo que se alimentava mais de leguminosas mostrou redução de 7-8% na taxa de risco de mortalidade para cada aumento de 20g na ingestão diária, independente da etnia

As pessoas nas zonas azuis comem feijão regularmente, pelo menos meia xícara por dia. Feijões (como preto, branco e grão de bico) são uma fonte barata de proteína vegetal e são carregados com fibras. As fibras são essenciais para o bom funcionamento do organismo como um todo e estão associadas a um menor risco de doenças, além de ser boa para a saúde intestinal.

Você pode achar que alguns grãos são mais fáceis de digerir do que outros. E uma vez que você compreende o impacto da ingesta na sua saúde e sobrevida, você não deve se preocupar com gases.

Descubra qual feijão combina com você, acrescente ao seu cardápio e aproveite os benefícios.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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