Conheça mais 5 tipos de trombose que atingem diferentes partes do corpo

Conheça mais 5 tipos de trombose que atingem diferentes partes do corpo
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A trombose em locais mais incomuns tem fatores provocantes significativamente diferentes e mais obscuros, sendo que em alguns casos anuncia o início de outras doenças ocultas. (imagem: wake orthopaedics)

 

Confira abaixo a continuação do nosso último post!

  1. Trombose da veia hepática

A trombose das veias hepáticas (síndrome de Budd-Chiari) pode resultar em morbidade significativa, incluindo insuficiência hepática aguda, encefalopatia, ascite e hipertensão portal. Uma minoria de casos, aproximadamente 20%, é assintomática no momento da detecção. O diagnóstico de Budd-Chiari deve ser suspeitado em qualquer paciente com ascite e evidência de congestão hepática aguda.

Tratamento

A anticoagulação deve ser iniciada imediatamente em pacientes com a síndrome de Budd-Chiari, pois melhora os desfechos clínicos da doença, que são insuficiência hepática progressiva e morte.

Não existem dados de ensaios clínicos randomizados para guiar o manejo, mas uma abordagem crescente é defendida para pacientes com níveis progressivos de insuficiência hepática que incluem a trombólise, angioplastia / colocação de stent, colocação de anastomose portossistêmica intra-hepática transjugular (TIPS), shunt cirúrgico ou, por último, transplante de fígado.

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  1. Trombose da veia porta

A trombose da veia porta é a forma mais comum de trombose venosa esplâncnica.

A trombose parcial ou oclusiva da veia porta muitas vezes é clinicamente silenciosa, mas pode estar associada a sintomas significativos, incluindo início ou agravamento da hipertensão portal, sangramento gastrointestinal agudo, descompensação de cirrose previamente estável ou isquemia intestinal.

A cirrose é o fator de risco mais importante para esta trombose. A incidência correlaciona-se com o grau de comprometimento hepático e ocorre em frequências diferentes com base na etiologia da cirrose.

Outros fatores são malignidade hepatobiliar primária, malignidade secundária, infecciosa ou processos abdominais inflamatórios e doenças mieloproliferativas.

A trombose da veia porta idiopática precede, frequentemente, o diagnóstico de malignidade gastrointestinal ou hematológica.

Tratamento

Os consensos atuais recomendam início precoce da anticoagulação, pois está associada a taxas mais altas de recanalização.

Foram relatadas taxas de recanalização de até 90% em não-cirróticos recebendo anticoagulação, juntamente a uma redução nos eventos trombóticos recorrentes e baixas taxas de sangramento.

Pacientes com trombose pós-cirúrgica ou outra trombose provocada devem ser tratados por 3 meses, enquanto a idiopática ou aqueles associados à trombofilia grave requerem perene.

  1. Trombose da veia esplênica

A trombose da veia esplênica é frequentemente secundária a distúrbios pancreáticos, incluindo câncer de pâncreas, pseudocistos, abscesso pancreático e, principalmente, pancreatite aguda e crônica.

Geralmente causa hipertensão portal esquerda, pois o sistema de pressão venosa gera varizes nas veias gástricas curta e gastroepiplóicas esquerda, aumentando o risco de sangramento gastrointestinal.

Tratamento

O tratamento deve ser feito com anticoagulação, especialmente quando há trombose aguda no contexto de cirurgia ou pancreatite – 3 meses podem ser suficientes. A esplenectomia deve ser reservada para pacientes refratários com episódios hemorrágicos incontroláveis, sendo a esplenectomia laparoscópica a via de escolha.

  1. Trombose da veia mesentérica

Aproximadamente 5% dos casos de isquemia intestinal são causados por trombose venosa.

A veia mesentérica superior é a mais acometida, levando a uma drenagem deficiente do intestino delgado distal, provocando edema na parede intestinal e infarto hemorrágico subseqüente.

Os fatores de risco associados são processo local, incluindo pancreatite, doença inflamatória intestinal ou cirurgia recente, malignidade, hipertensão portal, insuficiência cardíaca grave ou obesidade mórbida, e trombose extra mesentérica.

Tratamento

A anticoagulação deve ser iniciada imediatamente. Para casos mais graves, fluidos IV, repouso intestinal, descompressão, suporte nutricional e monitoramento cuidadoso devem ser realizados. Intervenções cirúrgicas podem ser necessárias em pacientes com complicações de isquemia mesentérica, que podem incluir trombólise dirigida por cateter e laparotomia com ressecção intestinal.

  1. Trombose da veia renal

A trombose da veia renal pode ser assintomática, mas também pode apresentar sintomas agudos, incluindo dor nos flancos, hematúria, náuseas, vômitos, anorexia, febre e disfunção renal aguda.

As causas mais comuns são malignidade e síndrome nefrótica.

Tratamento

A anticoagulação deve ser iniciada se não existir alguma contra-indicação. Nos pacientes com síndrome nefrótica o tratamento deve ser mantido enquanto existir proteinúria.

A terapia trombolítica local, com ou sem trombectomia por cateter de extração, tem resultados aceitáveis. A trombectomia cirúrgica deve ser reservada apenas como último recurso para pacientes com trombose venosa bilateral aguda e insuficiência renal.

Importante

O conhecimento técnico neste assunto é fundamental para a escolha do melhor tratamento e seguimento dos pacientes com tromboses menos frequentes. Afinal, cada trombose tem a sua particularidade.

Escolha bem o profissional que irá realizar o seu tratamento e seguimento. Certamente terá muitos benefícios e sua saúde agradece!

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Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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