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O coronavírus pode fazer o seu corpo se atacar e piorar o Lipedema

 

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Algumas mulheres com Lipedema mostraram piora dos sintomas após terem tido o coronavírus.

 

Uma equipe internacional de pesquisadores que estuda o coronavírus fez uma descoberta surpreendente e fundamental: a Covid-19 parece fazer com que o corpo produza anticorpos para atacar seus próprios tecidos.

A descoberta pode desvendar uma série de mistérios clínicos da Covid, mesmo após remissão do quadro clínico. Eles incluem a variedade de sintomas que podem vir com a infecção; a persistência dos sintomas em algumas pessoas por meses após a eliminação do vírus, um fenômeno denominado longo Covid; e por que algumas crianças e adultos têm uma síndrome inflamatória grave, chamada MIS-C ou MIS-A, após as infecções.

“Tenho visto algumas pacientes com Lipedema que pioraram muito os sintomas 2 meses após terem tido o coronavírus. Esse estudo pode ajudar a entender o que está acontecendo. Parece que o vírus pode causar uma intolerância do corpo a si mesmo, levando as pessoas a piora de inflamação e doenças auto-imunes, como esclerose múltipla, artrite reumatóide e lúpus, mais tarde na vida. Muito ainda temos de aprender, mas este é mais um motivo para as pessoas tomarem as medidas de precaução. Inclusive as que já foram vacinadas”, alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular especialista em Lipedema, que atende em São Paulo, Campinas e a distância. 

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Estudo

O estudo incluiu dados de mais de 300 pacientes de quatro hospitais: dois na Califórnia, um na Pensilvânia e outro na Alemanha.

Os pesquisadores usaram exames de sangue para estudar as respostas imunológicas à medida que as infecções progrediam. Os pesquisadores procuraram autoanticorpos no sangue das pessoas. Eles compararam esses autoanticorpos aos encontrados em pessoas não infectadas com o vírus que causa a Covid.

Como estudos anteriores descobriram, os autoanticorpos eram mais comuns após a Covid – 50% das pessoas hospitalizadas por causa das infecções tinham autoanticorpos, em comparação com menos de 15% das pessoas saudáveis e não infectadas!

Algumas pessoas com autoanticorpos tiveram poucas alterações à medida que as infecções progrediam. Mas, em cerca de 20% das pessoas que os tinham, os autoanticorpos se tornaram mais comuns à medida que a infecção progredia, sugerindo que eles estavam diretamente relacionados à infecção viral, em vez de ser uma condição preexistente. 

Alguns deles eram anticorpos que atacam componentes-chave das armas do sistema imunológico contra o vírus, como o interferon. Os interferons são proteínas que interferem na capacidade do vírus de se copiar. Eliminá-los é uma tática evasiva poderosa e estudos anteriores mostraram que pessoas que nasceram com genes que fazem com que tenham menor função do interferon, ou que fazem autoanticorpos contra essas proteínas, parecem ter maior risco de infecções por Covid com risco de vida. 

“Além daqueles que neutralizam o sistema imunológico, algumas pessoas no estudo tinham autoanticorpos contra músculos e tecido conjuntivo, que pode ser a justificativa da piora da inflamação do Lipedema. Mas, ainda estamos longe de saber o que está ocorrendo”, explica o Dr. Daniel Benitti.

Ainda será muito importante estudar autoanticorpos em longo prazo para entender melhor este mecanismo. Se for possível identificar a evolução e detectá-los precocemente, talvez seja possível tratar as pessoas em risco de apresentar sintomas persistentes com medicamentos que suprimem o sistema imunológico.

Infelizmente, estamos percebendo que esse vírus poderá causar danos a longo prazo para as pessoas. Por isso, todo cuidado é pouco! Ainda temos um longo caminho pela frente.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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