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Crises de pânico e ansiedade? Conheça as diferenças e como melhorar!

 

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Estar ansioso é diferente de ter um ataque de pânico. (imagem UOL)

 

Nesta época de quarentena estamos todos passando por momentos muito difíceis. A instabilidade econômica, o distanciamento social, a diminuição de atividade física, a crise política, as fake news e o medo da morte ou de perder uma pessoa querida estão fazendo mal para a saúde mental das pessoas, gerando crises de pânico e ansiedade.

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Com tudo isso, a venda de remédios ansiolíticos aumentou muito e esse maior consumo pode acarretar problemas futuros.

Sintomas

Você estava bem há um minuto e agora o seu coração está acelerado, suas mãos e pés ficaram dormentes e você sente que não consegue respirar o suficiente? Claramente, você está perdendo o autocontrole. Mas, por quê? Você está tendo um ataque de pânico? Uma crise de ansiedade? Eles são a mesma coisa?

Muitas pessoas usam os termos “crise de ansiedade” e “ataque de pânico” de forma intercambiável, mas elas são condições ligeiramente diferentes. Compreender o que está ocorrendo auxilia no tratamento e permite que pessoas próximas possam ajudar.

Ansiedade

A ansiedade é uma emoção humana típica. Nervosismo antes de uma prova importante, sentir-se estressada antes de uma apresentação de trabalho, medo antes de um exame médico. A ansiedade é desagradável no momento, mas também pode nos motivar e nos proteger de ameaças.

Os transtornos de ansiedade ocorrem quando a ansiedade começa a interferir na vida cotidiana. Eles podem surgir de várias formas, como ansiedade social, fobia de aranhas ou aviões, ou geralmente se sentindo preocupada e alerta o tempo todo. O que os transtornos de ansiedade têm em comum: as pessoas respondem a coisas não ameaçadoras com medo exagerado.

As crises de ansiedade não são tecnicamente uma coisa, pelo menos não de acordo com a terminologia médica. É o termo de um leigo para um ataque de pânico.

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Ataque de pânico

Os ataques de pânico são ataques intensos de medo e ansiedade que podem ocorrer sem aviso prévio. Eles geralmente ocorrem em resposta a um evento estressante. Mas, às vezes eles atacam sem motivo aparente.

“A resposta de luta ou fuga do corpo é acionada quando não deveria. O corpo pensa que está em perigo, mas não está”, explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular, que atende em São Paulo e em Campinas. “ Os ataques de pânico são assustadores, mas não perigosos e geralmente duram apenas 15 ou 20 minutos, embora pareça um período muito longo, quando você passando por isso. Não é frescura e compreender o que acontece auxilia no tratamento”, informa.

Uma coisa é ficar nervoso. Um ataque de pânico é diferente. Para se qualificar como um ataque de pânico, você precisa experimentar quatro ou mais dos sintomas abaixo:

  • Aumento da frequência cardíaca.
  • Dor no peito ou desconforto.
  • Suor excessivo.
  • Tremor, principalmente nas mãos.
  • Sentindo que você pode estar sufocando.
  • Tontura.
  • Calafrios ou superaquecimento.
  • Náusea.
  • Medo de que você esteja morrendo ou ficando louco.
  • Dormência.
  • Um sentimento de que o que está acontecendo ao seu redor não é real.

Infelizmente, se você tiver um ataque de pânico, é comum ter outro. As pessoas geralmente ficam tão preocupadas com o fato de acontecer novamente que se torna uma profecia e eles acabam ocorrendo de novo. Além disso, às vezes, as pessoas começam a evitar certas situações ou lugares onde já haviam sofrido um pânico antes, podendo, inclusive, evitar sair de casa.

Mas, os ataques de pânico têm tratamento. Para isso, é fundamental compreender o que está ocorrendo (tanto quem está sofrendo, quanto as pessoas próximas).

  1. Identifique

Quando alguém tem um ataque de pânico, muitas vezes pensa que está tendo um ataque cardíaco ou enlouquecendo. Pode ser bastante intenso e geralmente acontece do nada, apesar de muitas vezes ser possível identificar um gatilho.

Aprender sobre ataques de pânico e reconhecer os sintomas ajuda as pessoas a se manterem unidas se tiverem outra. Ajuda se você puder dizer para si mesmo: “É um ataque de pânico, não vai me matar, será desconfortável – mas vai acabar!”.

“Se alguém próximo identifica a situação, ele deve mudar o foco da pessoa que está passando pelo ataque, tentando distraí-la com outra coisa. Se ela não focar no pânico, a crise vai passar e ela não vai perceber. Isso faz com que ela se sinta mais segura e auxilia muito no tratamento”, explica o Dr. Daniel Benitti. 

  1. Acompanhe

Mantenha um registro de seus ataques de pânico, incluindo quando e onde eles aconteceram, quanto tempo duraram e tudo o que possa ter causado isso. Se você conseguir identificar um gatilho específico, poderá encontrar maneiras de gerenciá-lo.

O rastreamento também ajuda a verificar se a sua estratégia para lidar com ataques de pânico está funcionando. Quando as pessoas vêem que os seus ataques de pânico estão ocorrendo com menos frequência ou com duração menor, isso lhes dá confiança e ajuda a melhorar.

  1. Respire

Exercícios de respiração profunda, como a diafragmática, podem diminuir a resposta de pânico do corpo, ajudando a respiração e a frequência cardíaca a voltarem ao normal. Você pode encontrar exercícios de respiração online e na loja de aplicativos.

  1. Distraia-se

Quanto mais você se concentra na crise de pânico, pior ela fica. Lave o rosto, escove os dentes, acaricie um animal de estimação, cheire algo agradável, faça um desenho de colorir. Usar seus outros sentidos, como cheiro e toque, pode ser útil. O importante é mudar o foco.

  1. Procure ajuda

Não tente se automedicar. Os remédios tarja preta são para momentos de crise e não para tratamento da crise. Procure um médico de confiança para se sentir a vontade de relatar o que está ocorrendo. Psiquiatra não é médico de louco! Os profissionais de saúde mental podem ajudar a encontrar maneiras para gerenciar a ansiedade, bem como tratar ataques de pânico e transtorno do pânico. Eles vão ajudar com a reestruturação cognitiva. Você aprende a identificar e mudar os pensamentos que andam de mãos dadas com os gatilhos de pânico.

“Depois que você aprende a gerenciar esses pensamentos, em vez de temê-los, a tendência é conseguir reduzir a intensidade e a frequência dos ataques de pânico”, informa o Dr. Daniel Benitti.

Se você sentir que os ataques de pânico estão controlando você, vire o script e comece a controlá-los. Se os ataques de pânico estão interferindo na sua vida diária, é um bom momento para obter ajuda!

OBS: homens também passam por isso, mas são mais relutantes em procurar ajuda médica. Entender o que acontece é o primeiro passo para o tratamento!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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