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Devo tomar um multivitamínico?

 

 

Esta é uma pergunta muito comum no consultório médico.

 

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Todas as pessoas precisam tomar multivitamínicos?

 

Uma pesquisa evidenciou que 54% dos brasileiros tomam algum tipo de vitamina. Participaram do levantamento 1.007 brasileiros com mais de 17 anos, de todas as regiões do país. Sobre os hábitos cotidianos, 53% dos participantes afirmaram manter uma alimentação saudável e 55% praticam alguma atividade física, sendo que 86% destes utilizam os suplementos para melhorar a saúde.

Mas, será que é necessário tomar multivitamínicos?

“Existe muita divergência sobre a eficácia dos multivitamínicos. Enquanto alguns defendem que fornecem nutrientes que faltam, outros dizem que são um gasto desnecessário. O brasileiro gasta em média R$ 125 por mês com vitaminas. Quando falamos sobre o assunto, devemos individualizar o paciente e se embasar em 2 grandes estudos que foram feitos sobre o assunto. Caso contrário, temos apenas uma opinião”, ressalta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

Os dois grandes estudos sobre o assunto são:

The Physicians ’Health Study II: que monitorou o uso de multivitaminas em 14.641 médicos do sexo masculino, com 50 anos ou mais, em um período de 11 anos.

Estudo Iowa Women’s Health: que monitorou o uso de multivitaminas e suplementos em 38.772 mulheres ao longo de um período de 18 anos. A idade média no início do estudo era de 61 anos.

Esses dois grandes estudos chegaram a algumas conclusões muito importantes:

1.Multivitaminas não evitam infartos ou derrames

Se você é um adulto saudável, tomar um multivitamínico não diminui o risco de infarto, derrame ou morte por doença cardiovascular. Não há evidências suficientes para apoiar qualquer benefício da suplementação de vitaminas e minerais para a prevenção do câncer ou doenças cardiovasculares.

2.Para os homens, as multivitaminas não previnem cânceres comuns

Tomar um multivitamínico não diminui os riscos para os cânceres masculinos mais comuns: próstata, cólon e pulmão. E, tomar um multivitamínico não diminuirá o risco de morrer de câncer.

3.Para homens com 65 anos ou mais, as multivitaminas não oferecem benefícios cognitivos

Quase 6.000 médicos do sexo masculino com mais de 65 anos foram avaliados quanto à função cognitiva no Physician Health Study II. A perda de memória e o desempenho cognitivo foram semelhantes em homens que tomaram um multivitamínico e aqueles que não tomaram.

“No entanto, há evidência de que ômega-3 e vitamina C podem prevenir o Alzheimer. Talvez a diferença seja o início do uso. É importante sempre individualizar e não generalizar”, indica o Dr. Daniel Benitti. 

4.Para as mulheres, multivitaminas não ajudam a viver mais

O estudo realizado com as mulheres descobriu que aquelas que tomaram multivitaminas realmente tinham um risco maior de morte precoce.

5.Tomar um multivitamínico não substitui hábitos saudáveis

Tomar um multivitamínico não substitui as opções de estilo de vida saudáveis, como atividade física, dieta balanceada, controle do estresse e uma boa noite de sono.

Multivitaminas vs. alimentação

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A maioria das vitaminas, minerais e fitoquímicos dos alimentos integrais é superior aos mesmos nutrientes em pílula.

Quando se trata dos nutrientes essenciais que o corpo precisa para prosperar, é difícil superar o que a natureza fornece. Isso porque a maioria das vitaminas, minerais e fitoquímicos (compostos vegetais que servem como estimuladores da imunidade, antioxidantes, agentes anticâncer e anti inflamatórios) que você obtém de alimentos integrais é superior aos mesmos nutrientes fornecidos em uma pílula.

Estudos oferecem provas de que um multivitamínico não trará os mesmos benefícios para a saúde que os alimentos.

Escolhas inteligentes de estilo de vida são sua melhor garantia de saúde futura:

Brócolis e outros vegetais crucíferos contêm componentes que fornecem benefícios maravilhosos à saúde, como ajudar a prevenir certos tipos de câncer e diminuir a inflamação. Um estudo de 2011 no Journal of Agricultural and Food Chemistry descobriu que esses componentes-chave foram mal absorvidos e não tinham valor na forma de comprimidos.

Cuidado com os comprimidos de cálcio. 

Um estudo descobriu que os suplementos de cálcio podem aumentar o risco de ataque cardíaco. Muitos médicos recomendam que as pessoas com alto risco de doenças cardíacas obtenham cálcio por meio da dieta, em vez de suplementos. Mas, nem todas as vitaminas apresentam riscos à saúde – especialmente se você usá-las depois de consultar o seu médico.

Algumas vitaminas e nutrientes essenciais são mais bem absorvidos na forma de pílulas. Esses incluem:

1.Ácido fólico: para mulheres grávidas e mulheres em idade fértil, esta versão sintética de folato, que ajuda a prevenir defeitos de nascença, é melhor absorvida em um suplemento.

2.Vitamina D: pode ser mais benéfica na forma de pílulas, pois contém o tipo de vitamina D que absorvemos melhor, o tipo que obtemos através do sol e não dos alimentos.

Quem deve tomar multivitaminas?

Qualquer pessoa desnutrida ou com deficiência nutricional deve conversar com o médico sobre a ingestão de um multivitamínico.

As outras pessoas também deveriam procurar um médico antes de começar a se automedicar. Além disso, uma pergunta é extremamente importante: “estou fazendo todo o possível para otimizar a minha saúde geral antes de tomar um multivitamínico e / ou suplemento?”.

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Como obter o máximo de nutrientes através dos alimentos?

1) Não cozinhe demais as verduras.

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Atente-se ao tempo de cozimento de alguns alimentos.

Cozinhar levemente o brócolis e espinafre é a melhor maneira de extrair nutrientes da célula da planta sem eliminá-los (o que pode ocorrer durante a fervura).

2) Considere combinações de alimentos para aumentar a absorção de nutrientes.

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Combine alimentos para absorver melhor as vitaminas.

O ferro, por exemplo, é melhor absorvido junto à vitamina C. Portanto, coma frutas ou vegetais ricos em C, como laranja, limão ou acerola, ao comer alimentos ricos em ferro, como carne.

3) Mantenha frutas e vegetais à vista.

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Tente sempre deixar os alimentos à vista.

Um estudo publicado na revista Environment and Behavior descobriu que estudantes universitários comiam mais frutas e vegetais em tigelas de vidro transparente do que em tigelas opacas. Resumindo: se você puder vê-lo, é mais provável que vá comê-lo.

4) Faça o preparo da refeição um hábito.

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Programe-se e torne os preparos dos alimentos um hábito.

Passe algum tempo no fim de semana cortando os seus vegetais favoritos e colocando-os em embalagens individuais. Eles são um lanche fácil de pegar durante a semana no caminho para o trabalho ou para a escola.

5) Concentre-se em alimentos integrais.

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Opte sempre por alimentos integrais.

Alimentos processados fazem com que os nutrientes se quebrem, então escolha muitos alimentos integrais, como vegetais frescos e congelados, grãos, feijão e nozes. Limite as misturas embaladas, produtos enlatados, pratos congelados e outros alimentos de conveniência, que são mais processados e normalmente contêm menos vitaminas, minerais e fitoquímicos.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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