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Em tempos de pandemia e conhecimento do Lipedema o choro está muito comum na vida de muitas mulheres. Mas, será que faz bem chorar?

 

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Chorar é uma resposta natural a uma série de emoções.

 

Qualquer pessoa concorda que os tempos estão difíceis e provavelmente continuaremos tendo um ano semelhante ou pior que 2020. Todos nós tivemos motivos para chorar. As mulheres choram, em média, mais do que os homens. Estudos mostram que as mulheres choram (em média) 3,5 vezes por mês, enquanto os homens choram cerca de 1,9 vezes por mês. Esses números podem pegar alguns de nós de surpresa.

Todos choramos quando éramos bebês, mas agora que somos adultos, muitos de nós frequentemente tentamos conter as lágrimas, principalmente os homens, na crença de que chorar, especialmente no trabalho ou em público, é visto como um sinal de fraqueza, falta de resistência emocional ou algo de que devemos nos envergonhar.

O choro não é exclusivo dos humanos, mas certamente choramos mais que as outras espécies. Chorar é uma resposta natural a uma série de emoções, desde profunda tristeza e pesar, até extrema felicidade e alegria. Mas, chorar é bom para a saúde? A resposta parece ser sim.

Os benefícios em chorar 

Os benefícios médicos do choro são conhecidos desde a era clássica. Pensadores e médicos da Grécia e Roma antigas postularam que as lágrimas funcionam como um purgante, drenando-nos e purificando-nos. O pensamento psicológico de hoje em grande parte concorda, enfatizando o papel do choro como um mecanismo que nos permite aliviar o estresse e a dor emocional.

Chorar é uma válvula de escape importante, em grande parte, porque manter sentimentos difíceis – o que os psicólogos chamam de enfrentamento repressivo – pode ser prejudicial à saúde. Estudos relacionaram o enfrentamento repressivo a um sistema imunológico menos resiliente, doenças cardiovasculares e hipertensão, bem como a condições de saúde mental, incluindo estresse, ansiedade e depressão. Também foi demonstrado que o choro aumenta o comportamento de apego, incentivando a proximidade, a empatia e o apoio de amigos e familiares.

“O choro é muito comum nas mulheres com Lipedema quando descobrem o diagnóstico. É uma mistura de alívio, revolta, medo e frustração. Sempre encorajo que a pessoa libere os seus sentimentos, pois chorar faz bem! São anos e anos à procura de uma informação que elas sempre sabiam que existia e, de repente, um mundo de informação surge e diversas peças de um quebra cabeça começam a se juntar e ganhar forma. Por isso, pode chorar o quanto você quiser e precisar! Mas, quando terminar, faça o que for necessário para que você e outra pessoa chore pelo mesmo motivo”, indica o Dr. Daniel Benitti, médico cirurgião vascular especialista em Lipedema, que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

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Nem todo choro é igual

Os cientistas dividem o produto líquido do choro em três categorias distintas: lágrimas reflexas, lágrimas contínuas e lágrimas emocionais.

As duas primeiras categorias desempenham a importante função de remover detritos como fumaça e poeira dos olhos e lubrificá-los para ajudar a protegê-los de infecções. O conteúdo é de 98% de água.

A terceira categoria, lágrimas emocionais que liberam hormônios do estresse e outras toxinas do nosso sistema, é o que potencialmente oferece os maiores benefícios à saúde. Os pesquisadores estabeleceram que o choro libera ocitocina e opioides endógenos, também conhecidos como endorfinas. Essas substâncias químicas que proporcionam uma sensação boa ajudam a aliviar a dor física e emocional. A cultura popular, por sua vez, sempre conheceu o valor de um bom choro como forma de se sentir melhor e talvez até de experimentar o prazer físico. Quantas pessoas não choraram ao assistir o Titanic e mesmo assim assistiram o filme novamente e choraram de novo?

O choro ativa o corpo de uma forma saudável. Baixar a guarda e as defesas e chorar é algo muito positivo e saudável. A mesma coisa acontece quando você assiste a um filme e ele te toca e você chora. Esse processo de se abrir para dentro de você é como uma fechadura e uma chave.

Os japoneses acreditam tanto nos benefícios do choro para a saúde que levaram essa sabedoria para o próximo nível. Algumas cidades no Japão têm “clubes do choro” chamados rui-katsu (que significa, literalmente, “busca de lágrimas”), onde as pessoas se reúnem para se entregar aos bons e antigos soluços. Para ajudar o fluxo de lágrimas, os participantes assistem aos choramingos.  A premissa? Chorar alivia o estresse e, portanto, é uma ótima prática quando se trata de permanecer mentalmente saudável.

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Quando as lágrimas são um problema?

Há momentos em que o choro pode ser um sinal de problema, especialmente se acontecer com muita frequência e/ou sem motivo aparente, ou quando o choro começa a afetar as atividades diárias ou se torna incontrolável. 

“Pessoas que sofrem de certos tipos de depressão clínica podem realmente não conseguir chorar, mesmo quando têm vontade. Em qualquer uma dessas situações, é melhor consultar um profissional médico que possa ajudar a diagnosticar o problema e sugerir o tratamento adequado”, alerta o Dr. Daniel Benitti.

Por mais desafiador que seja, a melhor maneira de lidar com sentimentos difíceis, incluindo tristeza e pesar, é abraçá-los. É importante permitir-se chorar, se quiser, então, reserve um tempo e encontre um lugar seguro para chorar, se necessário. Muitas pessoas associam o choro durante o luto à depressão, quando na verdade pode ser um sinal de cura. Precisamos ensinar os jovens que chorar pode reduzir comportamentos negativos em relação à saúde e ajudá-los a ter uma vida mais plena.

Se o choro se tornar insuportável ou incontrolável, consulte um médico ou profissional de saúde mental para avaliação e tratamento.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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