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Música faz bem para o cérebro?

 

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Ouvir ou criar música desencadeia a liberação de dopamina. (imagem freepik)

 

Não há outro estímulo que envolva tanto o cérebro quanto a música. Ela conecta, não apenas o sistema auditivo, como muitas outras áreas responsáveis pelo movimento, linguagem, atenção, memória e emoção. Essa ativação global acontece quando você escuta uma música, toca um instrumento ou canta – mesmo informalmente no carro ou no chuveiro.

Como outras sensações agradáveis, ouvir ou criar música desencadeia a liberação de dopamina, uma substância química do cérebro que faz as pessoas se sentirem engajadas e motivadas. Por isso que uma aula de exercícios sem música, por exemplo, é algo inimaginável.

A música pode realmente afetar o seu bem-estar, aprendizado, função cognitiva, qualidade de vida e até mesmo felicidade!

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Uma pesquisa recente sobre música e saúde cerebral revelou algumas descobertas interessantes sobre o impacto da música no bem-estar cognitivo e emocional:

  • Ouvintes de música tiveram pontuações mais altas para bem-estar mental e níveis ligeiramente reduzidos de ansiedade e depressão em comparação com as pessoas em geral;
  • Dos entrevistados que vão a apresentações musicais, 69% classificaram sua saúde cerebral como “excelente” ou “muito boa”, em comparação com 58% para aqueles que foram no passado e 52% para aqueles que nunca foram;
  • Daqueles que relataram ter sido frequentemente expostos à música quando crianças, 68% avaliaram a capacidade de aprender coisas novas como “excelente” ou “muito boa”, em comparação com 50% daqueles que não foram expostos à música;
  • O envolvimento musical ativo, incluindo aqueles com mais de 50 anos, foi associado a maiores taxas de felicidade e boa função cognitiva;
  • Adultos sem exposição musical precoce, mas que atualmente se dedicam a alguma apreciação musical, apresentam pontuações acima da média de bem-estar mental.

“Pesquisas científicas evidenciaram que a música permite que as pessoas se exercitem por mais tempo durante testes cardiovasculares feitos em esteira ou bicicleta ergométrica, melhora a função dos vasos sanguíneos, relaxando as artérias, ajuda a frequência cardíaca e os níveis de pressão arterial a retornar à linha de base mais rapidamente após o esforço físico, alivia a ansiedade em pessoas que tiveram infarto, auxilia na recuperação de cirurgia, diminuindo a dor e a ansiedade. Somente há vantagens ouvir música mas é importante manter os decibéis em níveis seguros”, indica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

A pesquisa incluiu mais de 3.000 adultos americanos com 18 anos ou mais que responderam a um questionário online. Ela tem algumas limitações, pois não foi realizado nenhum teste ou exame para confirmar os resultados. Mas, embora não possamos afirmar os resultados como uma verdade absoluta, a evolução da neurociência cognitiva nos últimos anos permite especular sobre alguns mecanismos possíveis.

A música ativa amplas e diversas redes do cérebro. Ela ativa o córtex auditivo nos lobos temporais perto de seus ouvidos, mas isso é apenas o começo. As partes do cérebro envolvidas na emoção não são ativadas apenas durante a música emocional, elas também são sincronizadas. A música também estimula uma variedade de regiões de memória. E, curiosamente, a música ativa o sistema motor. Na verdade, foi teorizado que é a ativação do sistema motor do cérebro que nos permite escolher a batida da música antes mesmo de começarmos a bater com o pé nela!

Se você não usa ou não estimula algumas áreas do cérebro ele atrofia. As vias do cérebro – e até redes inteiras – são fortalecidas quando são usadas e enfraquecidas quando não são usadas. A razão é que o cérebro é eficiente; não vai se preocupar em manter um caminho do cérebro forte quando não é usado há muitos anos. O cérebro usará os neurônios dessa via para outra coisa. Esses tipos de mudanças devem ser intuitivamente óbvios para você. Por isso que é mais difícil falar uma língua estrangeira se você não a usa há 20 anos; muitas das antigas vias se degradaram e os neurônios estão sendo usados para outros fins.

Como a música promove o bem-estar, melhora o aprendizado, estimula a função cognitiva, melhora a qualidade de vida e até induz a felicidade?

A resposta é: porque a música pode ativar quase todas as regiões e redes do cérebro, ela pode ajudar a manter uma miríade de redes e vias cerebrais fortes, incluindo as redes que estão envolvidas no bem-estar, aprendizagem, função cognitiva, qualidade de vida felicidade. Na verdade, existe apenas uma outra situação em que você pode ativar tantas redes cerebrais de uma só vez: quando você participa de atividades sociais.

Como você incorpora a música em sua vida? É fácil de fazer. Embora a pesquisa tenha descoberto que aqueles que ouviram música ativamente mostraram os maiores benefícios para o cérebro, mesmo aqueles que ouviram principalmente música de fundo mostraram benefícios, então você pode ligar essa música agora. A música pode melhorar o seu humor, então coloque uma melodia alegre se estiver se sentindo triste. A música pode lhe dar energia. E, se você combinar a música com uma atividade aeróbica e social, você pode obter o máximo benefício para a saúde. Participe de uma aula de Zumba. Faça aeróbica de jazz. Pule com os ritmos do rock & roll. Ou, melhor ainda, vá dançar.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

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Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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