O que a Gripe Espanhola de 1918 nos ensina para combater o Coronavírus?

O que a Gripe Espanhola de 1918 nos ensina para combater o Coronavírus?
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Algumas intervenções não farmacêuticas podem ser capazes de reduzir significativamente a taxa de transmissão de doenças. (imagem FDA)

 

Acabei de receber de um colega vascular do Equador um artigo referente a postura de duas cidades americanas durante a gripe de 1918.

A Gripe de 1918 ou Gripe Espanhola foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase todo o mundo. Foi causada por uma virulência incomum e frequentemente mortal de uma estirpe do vírus Influenza A do subtipo H1N1.

A Gripe Espanhola provocou a morte de cerca de 50 a 100 milhões de pessoas em todo o globo durante os dois anos da pandemia, chegando a afetar cerca de 50% da população mundial. Para efeito de comparação, a Primeira Guerra Mundial, nos seus quatro anos de duração, matou aproximadamente 8 milhões de pessoas.

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As duas cidades americanas são Filadélfia e St. Louis.

  • Filadélfia permite eventos públicos, um grande desfile, escolas permanecem abertas; não são tomadas medidas de distanciamento social.
  • St. Louis faz o contrário.

O resultado foi esse:

“Comparações em 17 cidades do EUA mostram que o primeiro pico em excesso das taxas de mortalidade por pneumonia e influenza durante a onda de outono da pandemia de influenza de 1918 foi 50% menor nas cidades que implementaram várias intervenções não farmacêuticas (por exemplo, quarentena voluntária de famílias infectadas, fechamento de escolas, proibição de reuniões públicas e outras medidas) para diminuir a transmissão de doenças. Esta abordagem é apoiada por modelos matemáticos, que sugerem que múltiplos sistemas simultâneos de controle de doenças se espalhem no início de suas epidemias do que nas cidades que fizeram essas intervenções tardiamente ou não. Esta constatação sugere que tais intervenções podem ser capazes de reduzir significativamente a taxa de transmissão de doenças, desde que permaneçam em vigor “.

Segundo o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo e em Campinas, é fundamental apoiarmos as medidas de restrição social no momento, principalmente nas pessoas com mais de 60 anos. “Há mais de 100 anos, vimos o resultado positivo dessa simples técnica de controle de epidemia. Devemos evitar lugares públicos e aglomerações, além de lavar bem as mãos, utilizar álcool gel e não cumprimentar as pessoas com contato físico. No consultório, estamos tomando medidas para que não ocorra propagação do coronavírus. Solicitamos o uso de álcool gel na entrada, aumentamos intervalo entre as consultas, espaçamento dos assentos e solicitamos que a presença de acompanhante seja apenas em situações necessárias”, salienta.

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As medidas de restrição impediram um pico de contaminação pela doença sem sobrecarregar o sistema de saúde e diminuíram a mortalidade da doença em 50%.

Temos que ser como St. Louis em 1918!

Espalhe os fatos, não o vírus!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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