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Ontem foi o dia mundial da prevenção da trombose venosa profunda: saiba mais sobre esta doença

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Apenas metade dos pacientes com trombose venosa profunda apresentam sintomas.

 

A trombose venosa profunda é um coágulo de sangue que se forma em veias profundas do corpo, em sua maioria nas pernas e no quadril, podendo ocorrer em outras partes do corpo.

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Os trombos formados nas veias da coxa e da bacia são mais perigosos do que nas veias abaixo do joelho. Eles podem se descolar da parede da veia e seguir pela corrente sanguínea, chegando até os pulmões. Essa situação é chamada de embolia pulmonar e possui extrema gravidade, podendo acarretar a morte da pessoa.

Pacientes internados, acamados, imobilizados, com mais de 60 anos e com câncer apresentam um risco maior de apresentar trombose, assim como mulheres que fumam e utilizam anticoncepcionais.

“Infelizmente hoje a trombose mata mais que câncer de mama, próstata e pulmão JUNTOS. Por isso, todo conhecimento sobre essa doença deve ser repassado para que este número assustador diminua”, alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e, no momento, a distância.

Tratamento

Nesta semana saiu um novo consenso sobre o tratamento e seguimento desta doença com 28 recomendações.

Fortes recomendações incluem o uso de terapia trombolítica para pacientes com embolia pulmonar e comprometimento hemodinâmico, uso de uma faixa de razão normalizada internacional (INR) de 2,0 a 3,0 sobre uma faixa de INR inferior para pacientes com trombose venosa que usam um antagonista da vitamina K (AVK) para efeito prevenção e uso de anticoagulação indefinida para pacientes com trombose recorrente não provocada.

As recomendações condicionais incluem a preferência por tratamento domiciliar ao invés de hospitalar para TVP (trombose venosa profunda) não complicada e embolia pulmonar com baixo risco de complicações, e uma preferência por anticoagulantes orais diretos em vez de AVK para tratamento primário de tromboembolismo venoso.

Além disso, o consenso veio de encontro com um recente estudo ATTRACT que comparou os resultados de longo prazo do tratamento endovascular para trombose com a nova geração de anticoagulantes.

Ele não demonstrou uma diferença nos pacientes que foram submetidos a cirurgia quando comparados àqueles que foram submetidos a tratamento com medicação. Por isso, não recomenda-se o tratamento cirúrgico como primeira opção nos pacientes com trombose venosa proximal.

Além disso, o uso da meia durante dois anos após a trombose atenua a incidência da síndrome pós trombótica de 50% para 20%. Embora para algumas pessoas elas sejam custosas e desconfortáveis, a utilização está mais do que justificada pelos benefícios.

Um recente estudo realizado com mais de 800 pessoas demostrou que algumas se beneficiam do uso da meia elástica com apenas 6 a 12 meses de tratamento, não sendo necessário utilizar durante dois anos. Mas, todos com trombose deveriam utilizar as meias, a não ser que apresentem uma contra-indicação.

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Alerta!

Infelizmente, algumas pessoas só descobrem ter trombose venosa profunda quando o coágulo já saiu da perna e foi para o pulmão (embolia pulmonar). Por isso, é muito importante procurar um médico, de preferência um cirurgião vascular, imediatamente, assim que apresentar qualquer sintomatologia nas pernas.

Apenas metade dos pacientes com trombose venosa profunda apresentam sintomas, que podem ser:

Trombose venosa profunda

1. Edema/inchaço da perna;

2. Dor na perna que pode aparecer somente se estiver em pé ou andando;

3. Aumento da temperatura na perna;

4. Vermelhidão ou palidez da perna em casos mais graves.

Embolia Pulmonar

1. Dor no peito acompanhada de falta de ar;

2. Respiração superficial.

É possível reduzir as chance de ter uma trombose:

  • Mantenha-se bem hidratada, sem consumo de bebidas alcoólicas;
  • Aproveite e levante-se de hora em hora para movimentar-se, principalmente se você trabalha com computador;
  • Aproveite a vida, saia de casa e movimente-se. Dedique meia hora do seu dia para se exercitar;
  • Não fume;
  • Fuja de terapias de modulação hormonal com médicos sem especialização.

A escolha de um médico com boa formação e que se mantenha atualizado é fundamental para um tratamento adequado.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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