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Quem está sentindo falta de um abraço? Será que podemos nos abraçar? Quais os riscos?

Quem está sentindo falta de um abraço? Será que podemos nos abraçar? Quais os riscos?
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Quais os riscos de pegar coronavírus abraçando outra pessoa? (imagem freepik)

 

“Posso te dar um abraço?”. Essa é uma pergunta simples para um ato simples que foi deletado das nossas vidas por causa do distanciamento social devido à Covid-19. No entanto, os seres humanos precisam de contato social. Não somos eremitas. Não somos pilotos solo. Somos animais sociais. Estamos sentindo falta da sensação de estarmos conectados.

Um abraço apertado e afetuoso é realmente bom para a saúde. Ele pode ajudar a combater um resfriado e melhorar o seu humor ao lidar com conflitos.

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Contudo, mesmo com a diminuição das restrições de distanciamento social, não há respostas claras sobre as interações pessoais entre adultos.

“A realidade é que não há garantias de segurança. Mas, também não é ‘você abraça e pega o vírus’ –  não é tão simples assim. Como acontece com todos os problemas relacionados ao coronavírus, trata-se de indivíduos fazendo suas próprias avaliações sobre o risco. O abraço em si não é preocupante, o problema é o que vem com ele. É onde você está e o quão perto você estará. É o que você fará antes e depois. O abraço não é um evento isolado. Mas, ele é sempre bem vindo e estamos todos sentindo falta dele”, explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular, que atende em São Paulo, Campinas e, no momento, a distância. 

Três fatores devem ser considerados para determinar se o abraço é uma escolha segura para você:

  1. Pessoas

Quem está envolvido? Quanto mais pessoas você abraçar, maior o risco. A sua saúde e a dos outros também são importantes. Não é apenas se alguém tem sintomas de coronavírus, mas qualquer coisa que possa comprometer o sistema imunológico, como câncer, obesidade e doenças cardíacas, por exemplo. Além disso, a idade ainda é um fator: pessoas com mais de 60 anos, mesmo que saudáveis, são mais vulneráveis.

  1. Local

Onde este abraço vai acontecer. Áreas externas e abertas são mais seguras que áreas internas e fechadas.

  1. Distância

Quão perto você vai estar depois do abraço? O distanciamento de 1,5m (distância aproximada que uma gota viaja antes de cair) ainda é uma boa orientação. A proximidade pode ser um fator esquecido, uma vez que existe a tendência de permanecer perto e conversar, e abraços muitas vezes vêm com beijos. Afinal, você certamente é capaz de trocar palavras quando usa uma máscara. Você simplesmente não deveria. Máscaras funcionam, mas não são perfeitas, então, para minimizar o risco se você decidir abraçar, quando estiver perto, não deve falar e nem beijar.

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Qual é o abraço ideal?

O abraço precisa ser mútuo, discutido e bastante planejado. Não é hora para surpresas ou demonstrações espontâneas de afeto. O distanciamento é importante e não devemos conversar a distâncias menores que 1,5m.

Além disso, você precisa estar usando máscara e, de preferência, olhar em direções opostas, para que não haja risco de tossir ou espirrar um no outro. Assim que o abraço termina, vocês se afastam 1,5m sem dizer nada. Se o abraço faz alguém chorar, você não enxuga as lágrimas da outra pessoa. E, mesmo que você não deva ter contato corpo a corpo, deve lavar as mãos depois para manter o hábito.

A decisão mais fácil pode ser dizer que não vale a pena arriscar, mas, em casos extremos, como quando uma pessoa está morrendo ou deprimida, os benefícios podem superar as consequências.

“Esses tipos de considerações refletem como a Covid-19 transformou atos instintivos do nosso dia-a-dia. Você precisa analisar e ser científico sobre os seus atos, mas é difícil ser científico com as pessoas que você ama. Não somos robôs”, enfatiza o Dr. Daniel Benitti.

Uma opção para substituir um abraço rápido e ainda se preocupar com os perigos é usar a criatividade. Você pode ouvir música, meditar, sentar-se embaixo de uma árvore e conversar sobre histórias da vida e momentos felizes.

Lembrar-se de bons momentos, junto ao contato visual e palavras gentis, são maneiras de se sentir próximo e ser um lembrete de como vocês passaram por algo juntos. Nenhuma dessas alternativas é tão imediata ou física quanto um abraço, mas faz o mesmo tipo de coisas. Podemos nos tocar e nos abraçar de muitas maneiras diferentes. E em alguns aspectos, poderia ser melhor, porque dura mais de 10 segundos.

A decisão do abraço cabe a cada um. Até que uma vacina e tratamentos estejam disponíveis, temos que aprender como gerenciar os riscos. Não é uma fórmula exata. 

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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