Tem trombofilia e quer engravidar? Veja o que você deve fazer

Tem trombofilia e quer engravidar? Veja o que você deve fazer
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O ideal é toda gestante passar em consulta com um cirurgião vascular durante a gestação para prevenir a trombose. (imagem: Freepik)

 

A trombose é uma das principais causas de morte em mulheres grávidas e também pode causar o falecimento do feto quando compromete a placenta.

A gestação, por si só, aumenta o risco de trombose de cinco a seis vezes quando comparada a mulheres da mesma idade que não estão grávidas. Além disso, quando há histórico na família, o risco aumenta 8,5 vezes. Da mesma forma, quando a mulher apresenta trombofilia, as chances crescem 34 vezes!

De acordo com o cirurgião vascular Dr. Daniel Benitti, que atende em São Paulo e em Campinas, o fato de a mulher ter trombofilia ou já ter tido trombose não significa que ela não pode ou não deva engravidar. “Medidas devem ser tomadas para evitar a trombose em todas as mulheres grávidas e é necessário um cuidado maior com as que já tiveram trombose ou têm trombofilia. É muito importante salientar que a mulher pode ter trombose até seis semanas após o parto”, alerta.

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Pesquisa

Em um recente artigo publicado no British Medical Journal foram relatadas evidências que orientam a anticoagulação profilática em mulheres com trombofilias, para reduzir o risco de trombose na gestação. Segundo o estudo, todas as trombofilias aumentaram o risco de trombose durante a gestação ou pós-parto, sendo as com maior risco:

  • Deficiência de antitrombina III;
  • Deficiência de proteína C;
  • Deficiência de proteína S;
  • Fator V de Leiden homozigoto.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, os riscos de trombose durante a gestação e pós-parto combinados para mulheres com Fator V de Leiden heterozigoto e mutação G20210A da protrombina (protrombina mutante) heterozigótica ficaram abaixo de 3%.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que mulheres com deficiência de antitrombina III, proteína C, proteína S ou com Fator V de Leiden homozigoto devem ser anticoaguladas de forma profilática durante a gestação e pós-parto.

Já as pacientes com Fator V de Leiden heterozigoto ou mutação G20210A da protrombina (protrombina mutante) heterozigótica não devem receber profilaxia com base na trombofilia e na história familiar isoladas.

O Dr. Daniel Benitti informa que o ideal é toda gestante passar em consulta com um cirurgião vascular durante a gestação para prevenir a trombose, pois mesmo as mulheres sem trombofilia possuem um risco maior de ter trombose. “Já as pacientes com parentes com trombose ou com trombose prévia é mandatório ter um acompanhamento com um cirurgião vascular durante a gestação”, indica.

A única forma de diminuirmos o número de tromboses é com a divulgação dessa informação. Ajude-nos a disseminar essa matéria e alertar as mulheres.

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Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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