Uso de testosterona aumenta o risco de trombose?

Uso de testosterona aumenta o risco de trombose?
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O uso de testosterona não é benigno e deve ter a sua indicação restrita.

 

Hoje está extremamente comum a prescrição e uso indiscriminado de testosterona. Há muita informação falsa sobre problemas que são causados decorrentes de baixa testosterona e que a mesma precisa ser reposta com riscos mínimos para a saúde.

Contudo, um recente estudo realizado com mais de 39 mil homens evidenciou o risco de trombose em usuários de testosterona com e sem hipogonadismo (mau funcionamento das gônadas, que são os testículos nos homens e os ovários nas mulheres).

Os resultados são assustadores!

Os homens que utilizavam testosterona tinham um risco dobrado de apresentar trombose. Esse risco era 30% maior se o homem não apresentava hipogonadismo e 90% maior se tivesse menos de 65 anos. Ou seja, quanto menor a indicação, maior o risco de trombose.

“As prescrições de testosterona entre os homens aumentaram mais de 300% nos últimos anos. Isso acontece devido à prescrição para sintomas comuns, como baixa libido, fadiga, envelhecimento, obesidade e diabetes. Estima-se que, atualmente, 3% dos homens com mais de 30 anos esteja usando testosterona. Esse número também é alto entre as mulheres e precisa ser mudado”, alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo e em Campinas.

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Trombose

A trombose venosa é comum e apresenta alta mortalidade quando o coágulo de sangue migra para o pulmão, desencadeando uma embolia pulmonar. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), hoje a trombose mata mais que câncer de mama, próstata, pulmão e atropelamentos juntos!

Apesar de os níveis de testosterona não estarem associados ao aumento do risco de trombose, a terapia exógena de testosterona pode elevar os níveis endógenos de hematócrito, o que pode aumentar a viscosidade sanguínea, acúmulo de plaquetas e tromboxano por até seis meses. Posteriormente isso eleva o risco de formação de coágulos sanguíneos e, consequentemente, a trombose.

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Terapia com testosterona 

A terapia com testosterona é mais comumente administrado via géis transdérmicos, adesivos ou vias intramusculares, cada uma com sua própria taxa de absorção e prescrição, que potencialmente afetam fatores fisiopatológicos cardiovasculares.

O uso de testosterona não é benigno e deve ter a sua indicação restrita. Hoje vemos dentistas, nutricionistas e médicos sem formação que se intitulam como moduladores hormonais prescrevendo testosterona para muitas pessoas sem saber os riscos dessa terapia.

Lipedema

“As mulheres com lipedema pioram bastante com terapias com testosterona. Elas inflamam ainda mais e as dores se intensificam. Muitas vezes elas utilizam testosterona para perder gordura, mas além da piora da dor, a reposição com testosterona faz aumentar a gordura. Ou seja, sem benefícios. Pacientes com lipedema devem procurar médicos que entendem e respeitam essa doença”, adverte o Dr. Daniel Benitti.

Alerta!

Esses achados complementam trabalhos anteriores, sugerindo que o uso de terapia com testosterona está associado ao maior risco de AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio. Os profissionais e pacientes devem tomar cuidado com terapias com testosterona!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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