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Você está se sentindo pra baixo nos últimos tempos?

De pandemia a outros estressores da vida: isto pode ser depressão situacional.

 

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Muitas pessoas estão experimentando depressão situacional, sem perceber o que realmente está acontecendo.

 

A pandemia do coronavírus causou uma série de negatividade, muitas pessoas estão se sentindo pra baixo, mas talvez uma das maiores tenha sido o sentimento coletivo de luto.

As pessoas estão tristes com o estado do mundo, perdendo entes queridos ou pessoas próximas, com restrições, isolamento social, uso de máscaras, crise econômica, polarização política, enfim, notícia ruim seguida de notícia ruim. Estamos lamentando nosso antigo senso de normalidade, rotinas perdidas há muito tempo e todas as mudanças que este período trouxe.

Com tudo isso, não é de se admirar que uma pandemia global seja a tempestade perfeita para a depressão situacional. Mas, ao contrário da depressão clínica, esse tipo de tristeza costuma ser desencadeado por um evento traumático ou estressante ou por uma mudança na sua vida.

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O que é depressão situacional?

Você pode já ter experimentado episódios de depressão situacional no passado, mesmo sem saber o que era. Os gatilhos podem incluir:

  • A morte de um amigo, familiar ou animal de estimação.
  • Um divórcio ou outro problema de relacionamento.
  • A perda de um emprego.
  • Mudança de domicílio.
  • Uma doença ou um diagnóstico difícil.
  • Problemas ou brigas familiares.
  • Aposentadoria.
  • A chegada de um bebê.
  • Passando por um desastre natural ou crime.
  • Problemas de trabalho ou escola.
  • Um acidente de carro.
  • Uma pandemia global.

“Muitas pessoas estão se sentindo pra baixo e experimentando depressão situacional agora por causa da Covid-19, sem nem mesmo perceber o que realmente está acontecendo com elas. As mulheres com Lipedema estão apresentando piora da dor, alteração do aspecto da pele e aumento da inflamação sem saber ao certo o porquê. Sentimento de tristeza ou raiva, exaustão, perda de memória, dificuldade de se concentrar, irritabilidade. Tudo isso são sinais que devem ser valorizados neste momento. A saúde mental é muito importante para o ser humano”, alerta o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular especialista em Lipedema, que atende em São Paulo, Campinas e a distância. 

Depressão e ansiedade são assuntos com muitos tabus, especialmente se você nunca experimentou isso antes. Para essas pessoas, os sentimentos podem ser assustadores e elas podem sentir que estão perdendo o controle.

A depressão situacional varia de pessoa para pessoa, mas pode incluir:

  • Tristeza e pesar.
  • Se sentir sem esperança.
  • Medo ou preocupação constante.
  • Problemas para conseguir focar ou dormir.
  • Raiva.
  • Mudança no apetite.
  • Perda de interesse nas atividades normais.
  • Problemas para realizar tarefas usuais.
  • Sentir-se oprimida pelo estresse ou ansiedade.
  • Choro frequente.

A depressão situacional pode se tornar uma depressão clínica?

A depressão situacional decorre de um evento traumático ou estressante e a pessoa está lutando para aceitar as mudanças relacionadas a ele. Este tipo de depressão geralmente se manifesta dentro de três meses após o evento ou a mudança.

A depressão clínica (ou depressão maior) é mais grave do que a depressão situacional, mas é importante ressaltar que nenhum tipo de depressão é mais “real” ou mais fácil de lidar do que outro. Todo tipo de depressão é um transtorno mental que envolve emoções e lutas complicadas. Na depressão clínica, o principal sintoma é depressão ou baixo-astral na maioria dos dias por um longo período de tempo. Um humor deprimido muitas vezes interfere na capacidade de uma pessoa em trabalhar, dormir, comer e se divertir de qualquer maneira.

Normalmente, as pessoas com depressão situacional perceberão melhorias de humor alguns dias ou semanas depois que o evento estressante terminou ou tempo suficiente passou. No entanto, é possível que, se o evento que desencadeia a depressão situacional continuar, ou se a pessoa nunca o abordar totalmente, ele possa se transformar em depressão clínica mais tarde.

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A depressão situacional pode ser tratada?

Muitas vezes, o evento ou estressor que está desencadeando a depressão terminará ou passará um tempo suficiente para que ele se resolva por conta própria.

Algumas pessoas podem controlar a depressão situacional sozinhas. Muitas vezes, aprender a lidar com a situação envolve fazer um plano e mudanças no estilo de vida.

Algumas ações e mudanças de estilo de vida ajudam no tratamento. Ehrman recomenda estas ações:

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1.Coma bem. Concentre-se em proteínas magras, frutas, vegetais, nozes, feijão e grãos integrais.

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2.Faça do sono uma prioridade. Vá para a cama e acorde na mesma hora todos os dias. Manter algum tipo de rotina fará com que você se sinta mais estruturada e no controle da situação.

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3.Mexa o seu corpo. Da perda de peso à saúde e felicidade do cérebro – há muitas razões para ser ativa e praticar exercícios. Mas, não pense que você precisa passar horas na academia para ter efeito. Às vezes, uma caminhada rápida é o suficiente para fazer com que essas endorfinas fluam.

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4.Passe algum tempo na natureza. Estar ao ar livre pode ajudá-la a se sentir mais relaxada e recarregada. Além disso, mergulhar no ar fresco e na luz do sol pode ajudar a regular seus ciclos de vigília-sono. A terapia florestal existe, funciona e é muito fácil de ser praticada

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5.Encontre uma maneira saudável de expressar raiva. Aprenda como ter um ataque de raiva adulto saudável. Desde ouvir música alta até escrever ou socar uma almofada, descubra o que funciona para si. Não desconte a sua raiva nas outras pessoas. O sentimento de culpa após o evento vai piorar o sentimento de depressão.

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6.Escreva os seus pensamentos. Use um lápis ou caneta. Sente-se para escrever. Escreva o que vier à mente pelo tempo que precisar. Não se preocupe com a gramática, ortografia ou mesmo se faz sentido. Depois, guarde ou rasgue.

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7.Pratique meditação e exercícios de respiração. Você sabia que o cérebro pode se adaptar ao que está acontecendo ao seu redor? O conceito é denominado neuroplasticidade. Ao contrário de um computador com hardware e habilidades específicos, podemos reconectar nossos cérebros para que sejam mais responsivos e menos reativos à depressão situacional. Uma maneira poderosa de fazer isso é por meio de exercícios de meditação e respiração. Repetir e meditar um mantra, como “Estou em paz e calma” por apenas 15 minutos, 4 a 5 dias por semana, é o suficiente para torná-la mais consciente e combater os pensamentos negativos.

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8.Experimente um diário de gratidão. Sabia que se você escrever três coisas boas que acontecem com você todos os dias, ao final de um ano você poderia relembrar 1.095 experiências positivas? Há muita ciência apoiando o motivo dos diários de gratidão serem bons para nossa saúde mental.

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9.Reserve um tempo para refletir sobre os seus sentimentos. Abra espaço para expressar sentimentos desconfortáveis. Nossas emoções não são certas ou erradas. Se você sentir tristeza, pense onde você a sente. Talvez seja um peso no peito ou nos ombros. Você pode não saber exatamente o que está causando a sua tristeza ou pode ter uma ideia do porquê, mas é importante reconhecer os sentimentos e honrá-los.

A tristeza é uma emoção humana normal. Todos nós nos sentimos tristes de vez em quando, especialmente quando eventos infelizes acontecem ou as coisas mudam. Então, se você ainda está triste, mas consegue se levantar, se vestir e ir trabalhar todos os dias, como saber quando procurar ajuda?

Se você está percebendo que a sua depressão situacional parece durar várias semanas sem nenhum avanço real, pode ser hora de falar com alguém que pode ajudá-la a lidar melhor com isso.

Falar sobre os seus problemas ou sentimentos com alguém que não está pessoalmente envolvido pode facilitar a sua recuperação e ajudá-la a identificar os gatilhos. Procure ajuda profissional. Não tenha vergonha. O fato de estarmos vivendo uma pandemia global não significa que você deve sofrer em silêncio.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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