Você sabe o que é prolapso da válvula mitral, que atinge 8% da população?

Você sabe o que é prolapso da válvula mitral, que atinge 8% da população?
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A queixa clínica mais comumente associada ao prolapso da valva mitral é dor torácica atípica ou não anginosa. (imagem: Freepik)

 

O prolapso da válvula mitral é muito comum, acometendo 8% da população. Embora seja considerado benigno, devido à alta prevalência e ampla variedade de características clínicas, pode ter propriedades mais graves. Existem complicações arrítmicas e não arrítmicas potencialmente sérias, como morte súbita e endocardite infecciosa.

Sintomas

A queixa clínica mais comumente associada ao prolapso da valva mitral é dor torácica atípica ou não anginosa. Outras manifestações podem incluir:

  • Palpitações;
  • Dispneia;
  • Intolerância ao exercício;
  • Tontura ou síncope;
  • Transtornos de pânico e ansiedade;
  • Dormência ou formigamento;
  • Anormalidades esqueléticas;
  • Eletrocardiograma anormal durante repouso e exercício.

Qualquer combinação desses sintomas e sinais, além das características auscultatórias típicas do prolapso da válvula mitral, é definido como a Síndrome do Prolapso da Válvula Mitral e acomete 2% da população. “Essa síndrome tem uma importante relação com a qualidade da vida dos pacientes. Embora seja raramente fatal, ela causa um impacto psicológico grande nas pessoas quando não tratada, levando a situações extremas, na qual a pessoa perde a motivação para viver”,  explica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo e em Campinas.

Este distúrbio é causado por uma alteração em um dos folhetos da válvula que causa turbilhonamento e regurgitação do fluxo de sangue no átrio, podendo ser auscultado com um estetoscópio e confirmado com um exame de ecocardiograma.

Os sintomas atribuídos ao prolapso da valva mitral não são proporcionais ao grau de prolapso ou regurgitação mitral. Não se sabe o motivo pelo qual os pacientes com esta síndrome apresentam disfunção autonômica e neuroendócrina que geram:

  • Níveis elevados de catecolaminas na urina e no plasma;
  • Resposta exagerada da frequência cardíaca à fenilefrina;
  • Resposta bradicárdica menor que a esperada para o reflexo de mergulho;
  • A reprodução de sintomas com infusão de isoproterenol.

A associação de transtorno do pânico, síndrome do intestino irritável e dor de cabeça frontal com o prolapso da válvula mitral é muito grande. Avaliações clínicas sugerem que o transtorno do pânico em um paciente com esta condição, tendo estabelecido os sintomas, deixa uma memória cerebral (imprinting). Uma vez que a experiência se reproduz física ou mentalmente, todos os sintomas que precedem o pânico são desenvolvidos, o que determina que, quanto maior o processo evolutivo da doença por causa do imprinting, mais difícil será reverter o quadro.

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Tratamento

O tratamento dos sintomas nos pacientes com prolapso da válvula mitral devem incluir mudanças gerais e medicamentosas. A reafirmação da natureza benigna do distúrbio costuma ser adequada para reduzir a gravidade dos sintomas em muitos pacientes.

Também há o benefício de uma mudança no estilo de vida, incluindo:

  • Treinar com exercícios aeróbicos;
  • Evitar estimulantes (cafeína), álcool e fadiga excessiva;
  • Reduzir o estresse.

Os pacientes que apresentam sintomas ou diagnóstico de transtorno de ansiedade, transtorno de pânico ou depressão devem ser tratados para essas doenças com as mesmas indicações que aqueles sem prolapso.

“O uso de betabloqueadores e magnésio podem ser úteis em pacientes que apresentam sintomas hiper adrenérgicos, como taquicardia, palpitações, nervosismo e uma resposta exagerada da frequência cardíaca ao exercício. Mas, o uso deve ser feito apenas sob prescrição médica”, complementa o Dr. Daniel Benitti.

Diagnóstico

O diagnóstico de síndrome do prolapso mitral é relativamente simples de fazer. A associação de um exame físico adequado, complementado por estudos de imagem, como um ecocardiograma, permite adotar rapidamente medidas terapêuticas para controlar a condição, e, assim, evitar uma evolução patológica.

Importante!

Procure sempre um médico que valorize suas queixas e te examine. Você ganhará muito com isso!

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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