Dieta restritiva pode afetar a flora intestinal.

Você sabia que fazer dieta restritiva pode afetar a sua flora intestinal?

 

Dieta restritiva pode afetar a flora intestinal.
Muitas pessoas, em algum momento da vida, irão tentar fazer uma dieta restritiva para perda de peso. Mas, essa mudança drástica na dieta pode ser nociva ao corpo.

 

Pesquisadores da Charité – Universitätsmedizin Berlin e da University of California em San Francisco puderam mostrar pela primeira vez que uma dieta de baixíssima caloria altera significativamente a composição da flora intestinal.

Em uma publicação atual da Nature, os pesquisadores relataram que a dieta resulta em um aumento de bactérias específicas – notavelmente Clostridium difficile, que está associada à diarreia induzida por antibióticos e colite. Essas bactérias aparentemente afetam o equilíbrio de energia do corpo, exercendo uma influência na absorção de nutrientes do intestino.

O microbioma intestinal humano consiste em trilhões de microrganismos e difere de uma pessoa para outra. Em pessoas com sobrepeso ou obesas, por exemplo, sabe-se que a composição é diferente daquela encontrada em indivíduos com peso corporal normal. 

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“Muitas pessoas, em algum momento da vida, irão tentar fazer uma dieta restritiva para perda de peso. Mas, essa mudança drástica na dieta pode ser nociva ao corpo. Pela primeira vez, foi demonstrado que uma dieta de muito baixa caloria produz grandes mudanças na composição do microbioma intestinal e que essas mudanças têm um impacto no balanço energético da pessoa. Isso deve ser valorizado e certamente irá mudar muito a forma de como muitos abordam o emagrecimento”, indica o Dr. Daniel Benitti, cirurgião vascular que atende em São Paulo, Campinas e a distância.

O estudo acompanhou 80 mulheres pós-menopausa cujo peso variava de um pouco acima do peso a gravemente obesas por um período de 16 semanas. Elas seguiram um regime de substituição de refeição supervisionado por um médico, consumindo shakes, totalizando menos de 800 calorias por dia.

A análise de fezes mostrou que a dieta reduziu o número de microrganismos presentes no intestino e mudou a composição do microbioma intestinal. As bactérias adaptaram o metabolismo para absorver mais moléculas de açúcar e, com isso, torná-las indisponíveis para o hospedeiro humano. Pode-se dizer que evidenciaram o desenvolvimento de um ‘microbioma faminto’.

Quando os pesquisadores estudaram a composição das fezes em mais detalhes, eles foram particularmente surpreendidos por sinais de aumento da colonização por uma bactéria específica – Clostridium difficile. Embora esse microrganismo seja comumente encontrado no ambiente natural e nos intestinos de seres humanos e animais saudáveis, o número no intestino pode aumentar em resposta ao uso de antibióticos, resultando potencialmente em inflamação severa da parede intestinal. Também é conhecido como um dos patógenos mais comuns associados a hospitais.

Embora a saúde metabólica tenha melhorado, a restrição calórica severa levou a uma diminuição da abundância bacteriana e à reestruturação do microbioma intestinal. O transplante da microbiota pós-dieta para camundongos diminuiu o peso corporal e adiposidade em relação aos camundongos que receberam microbiota pré-dieta. A perda de peso foi associada à absorção e enriquecimento de nutrientes prejudicados em Clostridioides difficile, que foi consistente com uma diminuição dos ácidos biliares e foi suficiente para replicar fenótipos metabólicos em camundongos de uma forma dependente de toxinas. Esses resultados enfatizam a importância das interações dieta-microbioma na modulação do balanço energético do hospedeiro e a necessidade de entender o papel da dieta na interação entre simbiontes patogênicos e benéficos.

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Para consulta e agendamento com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

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Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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