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Você tem algum familiar com trombose? Saiba que algumas causas da doença são hereditárias

Você tem algum familiar com trombose? Saiba que algumas causas da doença são hereditárias
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Toda pessoa com menos de 45 anos com trombose deve realizar investigação para alterações genéticas e outras causas. (imagem: rsaude)

 

Infelizmente, hoje a trombose é a principal causa de morte dentro de hospitais e mata mais do que o câncer de mama, próstata e pulmão juntos. Apesar disso, muitas pessoas ainda não entendem muito bem o que é a doença, mesmo quando têm familiares ou conhecidos com essa enfermidade.

O Dr. Daniel Benitti, vascular que atende em São Paulo e em Campinas, explica que a trombose é um coágulo de sangue que se forma em veias profundas do corpo, sendo a maioria nas veias da perna e do quadril, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, como nos braços e barriga. “Os trombos podem se descolar da parede da veia e seguir a corrente sanguínea, chegando até os pulmões. Essa situação é chamada de embolia pulmonar, uma condição muito grave que pode acarretar a morte do indivíduo”, alerta.

 

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A embolia pulmonar é quando uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo. (imagem: Orthinfo)

 

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Algumas alterações genéticas aumentam o risco de a pessoa apresentar trombose e podem ser transmitidas de geração em geração. As mais comuns são: Fator V de Leiden, Protrombina Mutante e Resistência à proteína C ativada. Outras causas hereditárias, como deficiência de antitrombina III, proteína C ou S e mutação do MTHFR são mais atípicas. Dessa forma, quem tem familiares de 1º grau com trombose deve se atentar.

Alterações genéticas

  • Fator V de Leiden: é a mais comum. Acredita-se que de 3 a 8% da população com descendência europeia tenha a mutação. No entanto, quem tem mais risco de desenvolver a trombose são as pessoas que apresentam a mutação com homozigose (os dois genes alterados);
  • Protrombina mutante: também chamada de fator II. Acredita-se que 2% da população caucasiana tenha esta mutação;
  • Resistência à proteína C ativada: alguns estudos sugerem que pode ser até mais comum que o Fator V de Leiden;
  • Deficiência de Antitrombina III, proteína C ou S: pouco prevalentes, em menos de 1% da população. No entanto, também aumentam o risco de desenvolver trombose;
  • Mutação do MTHFR: comum, mas somente aumenta o risco de trombose quando eleva os níveis de homocisteína. Vale a pena investigar, pois é possível reverter a elevação da homocisteína com suplementação vitamínica.

O Dr. Daniel Benitti, vascular que atende em São Paulo e em Campinas, afirma: “o melhor seria que as filhas de pessoas com qualquer alteração genética fizessem a pesquisa antes de iniciar o uso de anticoncepcionais. Caso apresentem a mutação, sugere-se não utilizar anticoncepcionais pelo risco de desenvolver trombose”.

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Alerta

Toda pessoa com menos de 45 anos com trombose deve realizar investigação para alterações genéticas e outras causas. É possível prevenir a trombose mantendo a população bem informada sobre esta frequente, porém pouco divulgada causa de morte. Ajude-nos a divulgar esta informação.

 

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Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em Campinas, ligue para (19) 3233-4123 ou (19) 3233-7911.

Para consultas com o Dr. Daniel Benitti em São Paulo, ligue para (11) 3081-6851.

Caso prefira, entre em contato diretamente com ele via e-mail:

Sobre o Autor: Dr. Daniel Benitti

Médico formado pala Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), com Residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Vascular e Endovascular no Hospital das Clínicas da USP. veja mais aqui

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